"...nem todos os dias são dias de olhar feliz. Estes dias raramente nos são oferecidos (daí o seu mistério) e quase sempre têm de ser construídos, desenhados, conquistados. Nesta procura do sentir a alma plena dos reflexos doces destes dias de olhar feliz, a vida, a nossa vida, mistura dor e alegria, sofrimento e felicidade, desilusão e sonho, amargura e paixão, choro e riso, ódio e amor. Assim, quando nessa busca constante O vento te rugir e a chuva cair em massa, quando o céu te fugir e sentires o teu amor em desgraça, quando o arco-íris te mentir e a sua recordação ficar laça, lembra-tedo brilho divino que vislumbraste nesta promessa de amor eterno….Lembra-te Que o vento, a chuva, o cinzento do céu, o arco-íris, as tuas lágrimas, as tuas duvidas, todos eles fazem parte do mistério da vida. Lembra-te Como Pessoa, que: “O mistério das cousas? Sei lá o que é o mistério. Único mistério é haver quem pense no mistério.”Aí ergue os teus olhos para o firmamento e procura devagar, em paz, o caminho de regresso ao vosso arco-íris de mãos dadas com o brilho intenso e mágico (quase irreal) da mais nova de todas as estrelas do céu..." LC21/06/97

17/10/2007

Curtas

17/10/2007
Hoje é o Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, é um bom motivo para reflectir sobre prioridades e necessidades, é também, acho eu, uma boa ocasião para um olhar mais atento ao que nos rodeia e menos centrado no nosso umbigo.
Fez ontem, 25 anos da morte de Adriano Correia de Oliveira, cantou musicas bem giras e que marcaram o país.
O post de ontem não é para compreender, nem é a pedir ajuda, nem é para nada, é apenas um desabafo, apenas isso, e este espaço serve para isso mesmo.
Deixo aqui a letra de uma música do Adriano Correia de oliveira, que retrata um pouco o que sinto e ao mesmo tempo uma pequena homenagem.
Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas

Há dias
Em que cada passo e mais um
Castigo de Deus
Parece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus

A noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p´ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro

Já vi
Há dias em que tu
não cabes em ti

Avança
Na cara desse torpor
Que te perde e te seduz
A espada como a um Matador
Com o gesto maior
Do seu peito
Andaluz
Avança
Com a raiva que sentes
Quando rangem os dentes
Ao peso da cruz

Enfim,
Há dias em que eu
Também estou assim

Parece que pagamos os
Pecados deste mundo
Amarrados aos remos de um
Barco que está no fundo.

Adriano Correia de Oliveira
Composição: João Monge

3 diga lá:

HOPE disse...

E já experimentaste gritar contra o vento?

Todos temos direito a dias menos bons, a dias maus até. Mas nunca te esqueças que o sol espreita sempre por entre as nuvens ;)

Beijinhos da HOPE

amora disse...

Muito bonita essa letra do Adriano e bastante apropriada para muitos dos dias.

Amiga, espero que já estejas um bocadinho melhor.

beijos

Susana Pina disse...

Então minha kida? Nem a Naomi te alegra? Eu sei bem do que falas, pois também muitas vezes me sinto assim, é normal, não podemos estar sempre a rir e bem dispostas, as nossas emoções são uma montanha russa, que tão depressa estamos lá em cima como num segundo caímos por aí abaixo.
Melhores dias vão ter que vir, o roo de fio emaranhado vai enovelar a tua vida. Eu sinto que sim, e torço muito por isso.
Um bj no teu coração envolvido em muita esperança
Susana

 
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