"...nem todos os dias são dias de olhar feliz. Estes dias raramente nos são oferecidos (daí o seu mistério) e quase sempre têm de ser construídos, desenhados, conquistados. Nesta procura do sentir a alma plena dos reflexos doces destes dias de olhar feliz, a vida, a nossa vida, mistura dor e alegria, sofrimento e felicidade, desilusão e sonho, amargura e paixão, choro e riso, ódio e amor. Assim, quando nessa busca constante O vento te rugir e a chuva cair em massa, quando o céu te fugir e sentires o teu amor em desgraça, quando o arco-íris te mentir e a sua recordação ficar laça, lembra-tedo brilho divino que vislumbraste nesta promessa de amor eterno….Lembra-te Que o vento, a chuva, o cinzento do céu, o arco-íris, as tuas lágrimas, as tuas duvidas, todos eles fazem parte do mistério da vida. Lembra-te Como Pessoa, que: “O mistério das cousas? Sei lá o que é o mistério. Único mistério é haver quem pense no mistério.”Aí ergue os teus olhos para o firmamento e procura devagar, em paz, o caminho de regresso ao vosso arco-íris de mãos dadas com o brilho intenso e mágico (quase irreal) da mais nova de todas as estrelas do céu..." LC21/06/97

29/08/2007

Reflexões

29/08/2007
Ainda no seguimento do que escrevi ontem, quero dizer que adorei os vossos comentários.
Mas a verdade é que ninguém sabe responder à minha dúvida.
Será que devemos por de lado o coração e fazer a travessia, baseados apenas na razão? ou pelo contrário, será que devemos ouvir mais o nosso coração?
Devemos despir as roupas usadas e abandonar os velhos caminhos de uma só vez, ou devemos sempre deixar uma porta aberta, para o caso de ser necessário fazer uma retirada estratégica?
Por vezes, o nosso outro eu também não está em sintonia, uma parte de nós, puxa para o novo caminho e o outro agarra-se com unhas e dentes ao passado, quando assim é o que fazer? O que será preferível? Qual o nosso “eu” que devemos ouvir?
Penso eu que tudo o que é definitivo merece uma reflexão profunda, também acho que a tomada de decisões é difícil, mas segundo o Poeta, se não tomarmos as decisões, corremos o risco de ficar na margem, nem cá nem lá, e isso não é viver, pelo menos não é esse o meu conceito de viver!
Esta reflexão surgiu numa troca de opiniões sobre um tema específico, mas ao ser confrontada com a pergunta – Quando é que devemos dizer basta? Apercebi-me que está é uma questão que se aplica a quase tudo da nossa vida, MAS se para algumas coisas, ficar ou partir é indiferente, existem sonhos, convicções e projectos, para os quais é muito difícil desistir.
E se a travessia implicar a renuncia de algo muito importante, será com toda a certeza uma travessia amarga, triste e com muitas magoas, mas mesmo assim necessária?
Deixo aqui um desafio:
Digam de vossa justiça

7 diga lá:

Luna disse...

Lá vai a resposta pergunta mto complicada vamos lá tentar.
sim acho que tudo na vida temos passar por dificuldades, não acredito existam coisas faceis, comigo pelo menos tem sido assim. mas confesso depois de as realizar e ultrapassar todos obstaculos me dá mta garra. Normamente nunca tomo decisões assim rapidas, reflito mto tempo e penso todas as possibilidades depois tomo grande decisão.às vezes temos parar pensar se estamos no caminho certo,mtas vezes temos voltar para traz pq estamos no caminho errado, mas a vida é assim mesmo uma aprendizagem faz com o erros e com as dificuldades que a vida nos traz.
quanto a tua questão á coisas nao teem respostas ou pelo menos por mta volta que demos á cabeça não arranjamos resposta logica.
sonhos de sonhos vive o homem nem nunca na vida os venha a realizar, já vistes o que seria da vida sem sonhos? era como a comida sem sal.
Eu vivo um dia de cada vez, haja saude o resto veem por acrescimo.
se calhar acabei nao dizer nada de jeito, né?
beijos
Luna

IC disse...

obrigada amiga;O)
Eu sei que a resposta não é facil, só gostava de saber qual a estratégia que utilizam.
já acabaram as férias? foram boas? conta novidades, ok?
beijinhos

soniaq disse...

Cá eu não sou muito boa conselheira neste campo e passo a dizer porquê...

Fico danada quando me deparo com uma encruzilhada, sei que por mais que pense, desespere, arranque os cabelos só tenho uma hipótese de decisão, normalmente decido mal, sou assim, decido com o meu coração e ele tadinho é mto tolinho.

Inúmeras vezes voltam atrás as minhas grandes decisões, lá está o coração a ganhar.
No entanto orgulho-me de as ter tomado, erradas ou certas, afinal quem sabe, nem eu sei bem, só o tempo me dirá com toda a exactidão o resultado.

O que não gosto mesmo nada são daquelas decisões que à partida já foram tomadas pelo destino sem qualquer interferência da minha parte, aí sim fico virada do avesso e mto revoltada.

Beijo grande minha querida inca.
(sabes que fui pescar e pesquei um peixe sem querer, estava a puxar a linha porque julguei que tinha ficado presa e eis que me deparo com um lindo peixão aos saltos, claro que o devolvi quase de imediato ao seu mar..., eh,eheheh)

Lita disse...

Minha querida,

Esta é uma questão para a qual também gostaria de ter uma resposta.
Infelizmente não te sei responder.
Como gostaria de saber qual a altura certa para optar por um caminho e largar o outro. Como saber se a escolha será a mais certa? Será que numa altura em que a situação seja completamente irreversivel nos iremos arrepender? Sentir saudades daquilo que nunca chegámos a ter mas que um dia ambicionámos?
Mágoa? Sim, sentir mágia pela escolha feita? Iremos sentir?
Desculpa não ajudar, mas procuro as mesmas respostas e às vezes sinto-me parada na encruzilhada, como que à espera que o destino escolha por mim.
Sei que um dia terei que escolher mas a dúvida, tenho a certeza irá acompanhar-me.

Um grande beijinho,
Lita

amora disse...

Também não serei eu a dar-te essa resposta porque eu mesma a procuro mas no meu caso acho que pendo um bocadinho mais para ouvir o coração, mas na maioria das vezes ele tb é mudo e eu tenho de ter algum distanciamento para o conseguir ouvir. Sobretudo decide de acordo com os teus princípios e sabendo bem aquilo que queres. Há decisões que exigem mesmo que não hajam dúvidas.

Sei que não ajudei em nada mas desejo-te muita sorte e que encontres o caminho.

beijos

lost disse...

Pois é a eterna pergunta, quando tomar uma decisão, aquela decisão de deixar tudo para trás, ou mandarmos-nos de cabeça para algo que não conhecemos, um futuro incerto. Temos a mania de deixar-mos andar de nos acomodar-mos á vida que temos porque temos medo do desconhecido e aquilo que está adquirido já é nosso e sabemos com que contar, agora quando se fala em mudanças de rotina, seja a nivel pessoal como profissional assusta qualquer pessoa. Todos dizemos que não gostamos de rotinas, mas todos vivemos com ela, e quando há mudanças radicais dá sempre aquele frio na barriga.

Por isto tudo (granda testamento desculpa amiga), fica sempre a big questão, PARA QUANDO A GRANDE MUDANÇA, QUANDO DIZER CHEGA, AGORA VOU MUDAR?????.

Hummm dificil né, dá medo...

Beijocas linda para ti e para a Naomi

tiquinha disse...

oh bem!!! Acho que entendo o que queres dizer, há pouco deparei-me com as mesmas dúvidas.... Deparei-me com a dúvida do até quando, a que custo??? Na minha decisão deixei que o coração e a razão chegassem a um consenso, Sabes as vezes sinto-me a sufucar, as vezes quero abrir as assas e não posso porque o velho problema continua a manter-me engaiolada... Sei que provavelmente nunca me irei acusar de não ter tentado até a ultima, e recuso-me a ficar eternamente neste limbo de incertezas, quero crescer noutros sentidos, quero viver intensamente sem ter uma âncora a prender-me.... quero re-inventar-me, pintar-me de outras cores, deixar que outros sonhos tomem conta de mim, sonhos esses que dependam exclusivamente da minha vontade, do meu esforço!!
A magóa provavelmente virá fazer-me companhia algumas vezes, mas eu quero daqui a uns anos olhar para trás, e ter a certeza que sou feliz....
Espero que me entendas..
beijocas
tica

 
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