"...nem todos os dias são dias de olhar feliz. Estes dias raramente nos são oferecidos (daí o seu mistério) e quase sempre têm de ser construídos, desenhados, conquistados. Nesta procura do sentir a alma plena dos reflexos doces destes dias de olhar feliz, a vida, a nossa vida, mistura dor e alegria, sofrimento e felicidade, desilusão e sonho, amargura e paixão, choro e riso, ódio e amor. Assim, quando nessa busca constante O vento te rugir e a chuva cair em massa, quando o céu te fugir e sentires o teu amor em desgraça, quando o arco-íris te mentir e a sua recordação ficar laça, lembra-tedo brilho divino que vislumbraste nesta promessa de amor eterno….Lembra-te Que o vento, a chuva, o cinzento do céu, o arco-íris, as tuas lágrimas, as tuas duvidas, todos eles fazem parte do mistério da vida. Lembra-te Como Pessoa, que: “O mistério das cousas? Sei lá o que é o mistério. Único mistério é haver quem pense no mistério.”Aí ergue os teus olhos para o firmamento e procura devagar, em paz, o caminho de regresso ao vosso arco-íris de mãos dadas com o brilho intenso e mágico (quase irreal) da mais nova de todas as estrelas do céu..." LC21/06/97

15/09/2006

Escolhas - Para a amora e não só.....

15/09/2006

Concordo que a ideia do eterno retorno, é sem dúvida fardo terrível!, viver a acreditar que todas as nossas decisões se vão repetir indefinidamente, é suficiente para nos tirar qualquer vontade de viver. A ideia de que só seremos felizes porque buscamos a felicidade, e que tudo na vida se resume à felicidade da busca, parece-me também a mim, demasiado leve, até porque aquilo que tu buscas, por muito que traces rumos, nem sempre está ao teu alcance.
Penso que o segrego estará algures no meio, em encontrar o equilíbrio, o nosso e o dos que rodeia, isso é claro que não é fácil, senão não seria segredo!
De qualquer modo, o livro, aborda muito pouco a teoria do eterno retorno, é um livro excelente, fala da busca da felicidade, das escolhas e das angústias comuns de qualquer um de nós. Algumas ideias que todos nós temos (eu pelo menos tive), que quando estamos na casa dos 20 anos, temos uma vida inteira para viver e que seja qual for o caminho escolhido, teremos sempre a possibilidade de recuar, e depois, algures no nosso caminho, apercebemo-nos que existem decisões que não podem simplesmente ser “apagadas” do caminho que percorrermos. A mim fez-me pensar, no facto de passarmos uma parte da nossa vida a questionar se as opções que fizemos, foram ou não as melhores para nós, mas a verdade é que existem muitas coisas em que, simplesmente não podemos optar.
Achei engraçado, a referência ao livro do Milan Kundera, porque assim que acabei de ler este livro, pensei que tinha que relera a insustentável leveza do ser, li esse livro com 15 anos, reli aos 20 e agora acho que está na altura de o voltar a ler, porque sempre que o leio, tenho uma “leitura” diferente da anterior.
Bom fim-de-semana e boas leituras para todos.

1 diga lá:

amora disse...

Estou convencida mesmo a ir ver esse livro. Eu gosto muito de livros, filmes, artigos que me estimulem o pensamento, que me provoquem conflitos internos que me obriguem a pensar, a reflectir.
Por isso fui e sou apreciadora dos livros do Milan Kundera, que mais que escritor é um ensaísta acerca dos pensamentos e actos humanos. Também já li a insustentável leveza do ser duas vezes e tal como tu das duas vezes foi assimilado de forma diferente e recorro muitas das vezes ao livro relendo breves passagens (por exemplo ele descreve bem nesse livro a essência do amor pelos animais).
Obrigada pela sugestão!
bjos

 
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