"...nem todos os dias são dias de olhar feliz. Estes dias raramente nos são oferecidos (daí o seu mistério) e quase sempre têm de ser construídos, desenhados, conquistados. Nesta procura do sentir a alma plena dos reflexos doces destes dias de olhar feliz, a vida, a nossa vida, mistura dor e alegria, sofrimento e felicidade, desilusão e sonho, amargura e paixão, choro e riso, ódio e amor. Assim, quando nessa busca constante O vento te rugir e a chuva cair em massa, quando o céu te fugir e sentires o teu amor em desgraça, quando o arco-íris te mentir e a sua recordação ficar laça, lembra-tedo brilho divino que vislumbraste nesta promessa de amor eterno….Lembra-te Que o vento, a chuva, o cinzento do céu, o arco-íris, as tuas lágrimas, as tuas duvidas, todos eles fazem parte do mistério da vida. Lembra-te Como Pessoa, que: “O mistério das cousas? Sei lá o que é o mistério. Único mistério é haver quem pense no mistério.”Aí ergue os teus olhos para o firmamento e procura devagar, em paz, o caminho de regresso ao vosso arco-íris de mãos dadas com o brilho intenso e mágico (quase irreal) da mais nova de todas as estrelas do céu..." LC21/06/97

25/10/2006

A sombra

25/10/2006
Velha conhecida
È expulsa e desaparece, mas regressa. Sempre!
Sinto-a a chegar, e a instalar-se paulatinamente, Não precisa de convite.
A presença dela é quase física, quase matéria, pois o peso que a acompanha é colossal.
Primeiro é um leve arrepiar dos pelos da nuca, quase imperceptível,
depois é o saber e o sentir a impotência para a expulsar para longe.
O mostro consome tudo, alimenta-se do bom e do mau.O seu apetite é voraz,
Só resta o vazio e mesmo quando só existe o vazio A sombra continua a crescer,
Cada vez mais negra e cada vez mais Dona e Senhora, de algo que não lhe pertence.
Esmaga, aprisiona, desespera, escurece. Retira todas as esperanças e destrói os sonhos.
Abate a vontade.Desdiz com desdém, O POETA, quando Grita
– Olha, não vale a pena, a alma é demasiado pequena.
Deixa-te ir, vêm por aqui!
E o trilho que ela mostra, escondido pela cortina, quando ela levanta, nem que seja só um bocadinho, revela o caminho, a saída; mostra a solução.
Apetece-me tanto ir com ela.....

3 diga lá:

amora disse...

Amiga deixaste-me sem saber o que pensar com este poema. Será que tens novidades?

beijos para ti e obrigada pela força que me tens dado.

Anónimo disse...

Passei por cá. Gosto da forma como escreves...ou identifico-me com o que o poema me faz sentir! A esperança...enorme e arrebatadora! E outras vezes o desânimo total, com a unica vontade de caminhar e esquecer!
Passarei por cá mais vezes!

Anónimo disse...

Lindo, o poema...
Mas pode ter várias interpretações, a que eu fiz não é muito positiva...
Espero que estejas bem!
Beijinho

 
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