"...nem todos os dias são dias de olhar feliz. Estes dias raramente nos são oferecidos (daí o seu mistério) e quase sempre têm de ser construídos, desenhados, conquistados. Nesta procura do sentir a alma plena dos reflexos doces destes dias de olhar feliz, a vida, a nossa vida, mistura dor e alegria, sofrimento e felicidade, desilusão e sonho, amargura e paixão, choro e riso, ódio e amor. Assim, quando nessa busca constante O vento te rugir e a chuva cair em massa, quando o céu te fugir e sentires o teu amor em desgraça, quando o arco-íris te mentir e a sua recordação ficar laça, lembra-tedo brilho divino que vislumbraste nesta promessa de amor eterno….Lembra-te Que o vento, a chuva, o cinzento do céu, o arco-íris, as tuas lágrimas, as tuas duvidas, todos eles fazem parte do mistério da vida. Lembra-te Como Pessoa, que: “O mistério das cousas? Sei lá o que é o mistério. Único mistério é haver quem pense no mistério.”Aí ergue os teus olhos para o firmamento e procura devagar, em paz, o caminho de regresso ao vosso arco-íris de mãos dadas com o brilho intenso e mágico (quase irreal) da mais nova de todas as estrelas do céu..." LC21/06/97

28/06/2006

Com Amor e Saudade

28/06/2006


Na semana passada, enquanto estava à procura de uns papeis, encontrei o boletim de saúde da Inca, não pude, nem quis evitar as lágrimas, junto com as lágrimas de saudade, vieram também as recordações, momentos de partilha, que na altura não tiveram grande importância, mas agora, sempre que os recordo percebo que foram grandes momentos, se assim não fosse, não ficavam guardados dentro de mim. Não se trata de insistir ou alimentar dores, estas saudades que sinto da Inca, são emoções e momentos, que eu vivo, sem auto-censura, não fazem de mim alguém amargurado ou triste, neste momento as lágrimas que se soltam, são lágrimas de saudade sim, mas também de muita gratidão, fui amada e amei, fica a sensação de dever consumado, não pude prolongar a tua vida, mas os momentos passados, são momentos que quero sempre ter presentes, não quero esquecer-me de ti, sei que sempre que me recordo de ti, fico triste, mas é uma tristeza rapidamente ultrapassada, estarás para sempre em mim, minha querida.
O amor é um sentimento que se multiplica, ou seja quanto mais o ser humano ama, mais a sua capacidade de amar aumenta, nunca ao longo destes 14 meses, senti, que por me recordar da Inca amava menos a Naomi, quando se fala ou se sente, o amor concede-nos a capacidade de realizar o milagre da multiplicação. O que me chateia e muito são as p*#s das comparações, parvoíces do género:
- A Inca era mais isto, e mais aquilo, e fazia mais isto, etc…invariavelmente a Naomi fica a perder! Enfim, é uma pena que algumas pessoas não percebam, que os laços se criam, e se entretecem ou se desfasem com o tempo, nada é conseguido sem esforço, sem investimento de tempo, não se pode esperar receber se não se deu nada antes, a mim isto parece-me obvio! A todos aqueles que acham que eu sempre que recordo a Inca, estou a retirar alguma oportunidade à Naomi, eu quero dizer que estão redondamente enganados, experimentem amar desta forma e vão perceber!

3 diga lá:

Formiguinha disse...

Entendo perfeitamente o que escreves. Os sentimentos e o facto de não existirem dois animais iguais.

Bjinhos***

Silvia disse...

O amor é isso mesmo...nunca acaba enquanto existirem memórias maravilhosas:)

Anónimo disse...

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